segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Bem (Na Minha Mão) - Susana Félix


abro os olhos e adormeço
sem a mente fraquejar
saio pela manhã
de passagem, coisa vã
derrapagem que a viagem
tem princípio, meio e fim
enquanto vergo, não parto
enquanto choro, não seco
enquanto vivo, não corro
à procura do que é certo
não me venham buzinar
vou tão bem na minha mão
então vou para lá
ver o que dá
pé atrás na engrenagem
altruísta até mais não
enquanto vergo, não parto
enquanto choro, não seco
enquanto vivo, não corro
à procura do que é certo
presa por um fio
na vertigem do vazio
que escorrega entre os dedos
preso em duas mãos
que o futuro é mais
o presente coerente na razão
frases feitas são reféns da pulsação

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