José Saramago é o escritor português, vivo, que mais admiro. Li praticamente todos os seus romances e diários e temo que não volte a ter mais textos novos para ler. Saramago está velho e doente e tenho pena. Não concordo nem aceito a maior parte das posições que tomou ao longo da sua vida, mas a sua obra é notável. Mestre de uma escrita fluida e densa, leve e reflexiva, abstracta e figurativa, metafórica e objectiva, o escritor sabe, como poucos, agarrar-me às letras como se o amanhã não existisse. O Ensaio sobre a Cegueira, um dos meus preferidos, obrigou-me a várias leituras, encontrando em cada uma delas interpretações diversas e fartas. Saramago está velho e doente e tenho pena.
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