Lido.
Retrata uma viagem de Lisboa a Viena em pleno séc XVI. D. João III resolve oferecer um elefante asiático ao Arquiduque da Áustria, e o livro fala dessa viagem, misturando personagens e factos reais com ficção e, como vem sendo hábito, o autor aproveita para reflectir sobre a condição humana.
Segundo Saramago, "[contei esta história] em primeiro lugar, porque me apeteceu, e em segundo lugar, porque, no fundo - se quisermos entendê-la assim, e é assim que a entendo - é uma metáfora da vida humana: este elefante que tem de andar milhares de quilómetros para chegar de Lisboa a Viena, morreu um ano depois da chegada e, além de o terem esfolado, cortaram-lhe as patas dianteiras e com elas fizeram uns recipientes para pôr os guarda-chuvas, as bengalas, essas coisas".
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