Hoje é notícia o caso de uma mãe adolescente em protesto contra o Tribunal de Menores, que autorizou a adopção do seu filho de dois anos.
Esta é uma questão hiper complexa que nos merece uma reflexão demorada. Não particularizando, e não desprezando o sofrimento de uns pais ao entregar o seu filho por não o poder criar, não se pode entender uma criança como uma jóia que se penhora por falta de liquidez e que recupera mais tarde quando a situação melhorar. Esta é uma afirmação demasiado pragmática, mas pragmaticamente é disto que se trata! Um casal (ou uma mulher…) tem um filho que não pode sustentar e por isso a criança é entregue a uma família de acolhimento. Essa família ama e cria a criança, toma-a como filho e a criança tem como referência de família esses pais afectivos. Tempos depois, retira-se essa criança do ninho que sempre conheceu para outro que também é seu, mas que desconhece totalmente. São decisões que se tomam neste país de ânimo demasiado leve.
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