segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

O Avô Álvaro


Se ainda fosse vivo, o meu Avô Álvaro faria no passado sábado 80 anos.

O meu Avô era barbeiro (cortava-me o cabelo à tigela) e forreta até mais não! O trabalho que eu tinha para lhe arrancar 50$00 para comprar um pacote de chiclets! Mas comprava sempre… E todos os meses depositava umas moedas no meu mealheiro, que estava em cima do frigorífico!

O meu Avô ensinou-me a andar de bicicleta e chamava-me Boneca.

O meu Avô tinha uns enormes olhos verdes e pombas brancas.

Tenho saudades suas, Avô!

Equador - M. Sousa Tavares



Na sexta-feira terminei o Equador.
Foi uma leitura rápida, sempre em busca de um final que se revelou surpreendente e inesperado.
É um bom livro com uma história bem contada. Nota-se a formação jornalística do autor e, talvez por isso, a leitura é fluida e branda.
Recomendo!

As minhas Sobrinhas



Estas são as minhas sobrinhas: a mais nova é a M.C. e a mais velha é a I..

Não são minhas sobrinhas de facto, mas o meu amor por elas ultrapassa qualquer inexistência de laços de sangue.

Adoro-vos, Princesas!

Bem (Na Minha Mão) - Susana Félix


abro os olhos e adormeço
sem a mente fraquejar
saio pela manhã
de passagem, coisa vã
derrapagem que a viagem
tem princípio, meio e fim
enquanto vergo, não parto
enquanto choro, não seco
enquanto vivo, não corro
à procura do que é certo
não me venham buzinar
vou tão bem na minha mão
então vou para lá
ver o que dá
pé atrás na engrenagem
altruísta até mais não
enquanto vergo, não parto
enquanto choro, não seco
enquanto vivo, não corro
à procura do que é certo
presa por um fio
na vertigem do vazio
que escorrega entre os dedos
preso em duas mãos
que o futuro é mais
o presente coerente na razão
frases feitas são reféns da pulsação

Do outro lado...

Ontem realizou-se o derby Sporting (2) vs FC Porto (0).
Eu, benfiquista desde sempre, estive lá...

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Méri & Tomás


Apresento-vos a Méri (a olhar para a câmara) e o Tomás. Ela faz três anos em Junho e ele faz oito em Agosto.

São os nossos
‘meninos’, mimados até ao limite!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Instituto Português do Sangue

No sábado eu e o T. fomos dar sangue.

Dirigimo-nos ao Instituto Português do Sangue, no Parque de Saúde de Lisboa (Av Brasil, 53) onde nos esperava uma simpática equipa de médicos, enfermeiros e funcionárias que nos mimam até mais não! Depois de uns minutos de espera, fomos sujeitos a uma pequena entrevista de despiste, em que nos medem a tensão arterial, tiram uma gota de sangue do dedo para avaliar os níveis de hemoglobina e nos questionam sobre os nossos hábitos de vida. Após esta ‘consulta’ fomos encaminhados para a sala de colheita e durante cerca de 30 minutos doámos 0.5l do nosso bem mais essencial. É totalmente indolor e o único cuidado a ter é não fazer esforços nas horas seguintes.

Já o tínhamos feito antes e prometemos mais regularidade. Os homens podem dar sangue de três em meses e as mulheres, de quatro em quatro. Pensem nisso!

Informem-se em http://www.ipsangue.org/.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

José Saramago


José Saramago é o escritor português, vivo, que mais admiro. Li praticamente todos os seus romances e diários e temo que não volte a ter mais textos novos para ler. Saramago está velho e doente e tenho pena. Não concordo nem aceito a maior parte das posições que tomou ao longo da sua vida, mas a sua obra é notável. Mestre de uma escrita fluida e densa, leve e reflexiva, abstracta e figurativa, metafórica e objectiva, o escritor sabe, como poucos, agarrar-me às letras como se o amanhã não existisse. O Ensaio sobre a Cegueira, um dos meus preferidos, obrigou-me a várias leituras, encontrando em cada uma delas interpretações diversas e fartas. Saramago está velho e doente e tenho pena.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

O IVA e o Ginásio


Frequento um ginásio na minha área de residência com o qual tenho contrato até Agosto de 2008. No mesmo mês do ano passado, fiz a minha inscrição e optei por fazer um contrato anual, uma vez que assim as prestações mensais seriam mais baixas do que se fizesse contratos mensais.

No início deste ano ficou estipulado que a taxa de IVA que os ginásios pagariam ao Estado passaria de 21% para 5%, o que me fez julgar que a minha prestação mensal baixaria.

No passado dia 08 dirigi-me ao ginásio para liquidar a prestação de Janeiro e perguntei se tinha baixado e para que valor. Resposta da recepcionista: tenho duas hipóteses: a) mantenho tudo como ficou estipulado no contrato feito no verão de 2007 e não usufruo da descida do imposto ou b) para que a prestação baixe tenho de pagar a pronto as mensalidades que faltam até ao final do contrato. Brilhante, não?! Reclamei, naturalmente, contra o que eu considero ser um abuso, uma provocação, um ataque aos meus direitos. Resposta da recepcionista: sabe, o IVA baixou, mas a água, o gáz e a electricidade aumentaram… Brilhante, não?!

Nada mais a acrescentar…

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Nenúfares - Claude Monet


Em Outubro de 1998 estive em Paris. Foi uma viagem de amigos onde, a cada dia, os símbolos da cidade se mostraram reais e palpáveis. Subi à Torre Eiffel e ao Sacré Coeur, visitei o Louvre, passei debaixo do Arc du Triomphe, desci os Champs Elisées, nem me lembro já de tudo...
O que nunca esquecerei foi o Musée d'Orsay, onde caí de amores pelo Impressionismo. Aí, vi e guardei para mim obras de Claude Monet (mon preferé e 'mentor' do movimento), Degas, Renoir, entre outros.
Na lojinha do museu comprei uma cópia dos Nenúfares, pensando um dia emprestá-lo a uma parede da casa que ainda não tinha. A casa, tenho-a há quase três anos, o quadro foi colocado na semana passada...

Boa Sorte, Joel!


Desejo-te muita sorte!


Entra com o pé direito!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Mamã vs Papá

Noticia o DN de hoje:
''O crescente número de pais que estão a divorciar-se de forma litigiosa e que alegadamente culpam o marido/mulher de abusar sexualmente do filho de ambos para ganhar a custódia é um fenómeno que está a proliferar em Portugal. Segundo os dados mais recentes, 50% dos casais que recorrem aos tribunais para consumar a separação sem mútuo acordo já fazem uso deste género de acusação contra o parceiro.''
Assustador, não?!


Parabéns, Marlene!


Às 00h38 de sábado, nasceu o filhote da minha amiga Marlene.

Ao bebé e aos papás desejo as maiores felicidades!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Dúvida - Teatro Maria Matos

Ontem tive o prazer de assistir à peça Dùvida no Maria Matos. O texto é de John Patrick Shanley (ganhou o Pulitzer em 2005) e os principais papéis foram entregues a Diogo Infante, Isabel Abreu e Eunice Muñoz. Como o título sugere, esta parábola reflecte sobre a dúvida, mas não vou falar sobre ela. Deixo-vos espaço para a pesquisa.

Mas garanto-vos que o texto é bom! E nesta encenação de Ana Luísa Guimarães, tudo é bom, tudo está certo, tudo é conveniente na medida certa. Diogo Infante mostra-nos um padre Flynn moderno e compassivo que não receia trocar a batina pelo equipamento de treino e ensinar desporto aos alunos; Isabel Abreu, a irmã James, faz transitar dos seus ombros a angústia avassaladora que carrega para os nosso próprios; e Eunice, a severa madre-superiora Aloysius, encarna o conservadorismo clerical, terminando por ceder aos impulsos naturais da sua humanidade.
A música é brilhante! Das mãos de Bernardo Sassetti saíram notas maravilhosas, tristes, angustiantes como as palavras. O piano transforma-se num espelho onde texto, personagens e cenário se reflectem. A austeridade e a esperança (e o contrário delas) modelam dois mundos que acabam por convergir.
Adorei ter tido a oportunidade de, pela primeira vez, ter visto Eunice Muñoz trabalhar. Foi magnífico! Emociona-me o seu olhar, a sua dicção, a forma como, aos 79 anos, se esquece do texto e continua, sem o macular...

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Museu de Arte de São Paulo




É hoje notícia no Público que foram recuperados os dois quadros roubados ao Museu de Arte de São Paulo no passado dia 20 de Dezembro. O Retrato de Suzanne Bloch (Pablo Picasso) e O Lavrador de Café (Cândido Portinari) são as obras mais valiosas do espólio e regressaram ontem ao museu sob fortes medidas de segurança. Pena é que só tenham sido tomadas medidas de segurança no regresso dos quadros… O museu não tem alarmes, censores ou seguros para o acervo…