Esta manhã aconteceu um episódio que me fez ver, mais uma vez, o quanto eu sou preconceituosa. Perto de mim, no comboio, estava sentada uma senhora, a típica empregada de limpeza: negra, de trajar humilde e com um saquinho com a bata dobrada. A senhora ia a ler um livro que tinha a capa forrada com folhas de revista e eu pensei tratar-se de um livro de cariz religioso (encontros muitas pessoas a ler textos bíblicos ou outros do género). Qual não é o meu espanto quando precebo que a senhora estava a ler A Jangada de Pedra! Nem queria acreditar!
As aparências iludem bastante, mesmo a nós, que nos achamos (praticamente) livres de preconceitos...