Nos últimos dias tenho destralhado até à exaustão. Entrei numa fase da minha vida em que o excedente me aborrece e como tal, tudo o que encontro sem inutilidade vai fora. Tenho encontrado um método neste meu acesso de insanidade: armário a armário, gaveta a gaveta, tenho percebido que afinal até tenho uma casa com alguma arrumação.
É incrível a capacidade que temos de acumular - desde aquele objecto que nos lembra a nossa querida avó, àquelas cassetes antigas que levam à adolescência, passando pelas bugigangas que trazemos dos passeios que fomos fazendo ao longo do tempo. É tudo tralha! As recordações estão dentro de nós, não fora, nas coisas.