
Dentro de duas semanas, o meu pai fará 60 anos. É um número bonito, redondo, mas muito assustador. Pela primeira vez estou a tomar consciência de que os meus pais não vão estar comigo para sempre e isso está a inquietar-me. Posso parecer infantil à primeira vista, é óbvio que sabia que não os hei-de ter durante toda a minha vida, mas sempre recusei esse pensamento, sempre ignorei os sinais de envelhecimento, para minha própria defesa. Mas agora não posso mais. Sessenta anos é muito mais de metade do percurso. O meu pai não espera muito da vida, pouco lhe serve para ser feliz. Tem saúde, tem uma família que o adora, tem trabalho, mas falta-lhe uma coisa para o fazer rebentar de alegria: falta-lhe um neto. Um destes dias, ofereço-lhe esse presente.
1 comentário:
Então vamos lá a dar um netinho ao senhor!!!
Eu também sinto isso em relação à minha mãe, ou melhor, tento não sentir porque tento ao maximo não pensar.
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